Parques e Reservas Naturais

Dos mais de 130 km de paisagem costeira riquíssima e diversificada que vai do Estuário do Sado até às escarpas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano, passando pela Reserva das Lagoas de Santo André e da Sancha, podemos encontrar ao longo deste caminho, motivos suficientes para decidir passar o resto da vida.

Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

Após um curto período como Área de Paisagem Protegida, foi criado em 1995 o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina abrangendo a faixa litoral dos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo.

Localizada entre a ribeira da Junqueira em São Torpes no litoral sudoeste de Portugal  e a praia de Burgau no Algarve, a  Costa Vicentina abrange uma faixa costeira com 110 km, numa área total de 74 414,89 hectares, correspondendo a área terrestre a 56 952,79 ha e a área marinha adjacente a 17 461,21 ha.

Esta área inclui territórios de 4 concelhos. Sines e Odemira no Litoral Alentejano, Aljezur e Vila do Bispo no Barlavento Algarvio, sendo considerada uma das costas mais bem conservadas da Europa e formando no seu todo, o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

Relativamente ao turismo a Costa Vicentina é uma zona privilegiada, pois são muitos os locais a visitar e muitas as atividades que pode desenvolver tais como pedestrianismo, orientação, escalada, parapente, hipismo, canoagem, surf, windsurf,  mergulho e BTT.

Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha

Situadas no litoral dos concelhos de Santiago do Cacém e de Sines, a Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha constitui um sistema lagunar costeiro de relevante importância biológica, incluindo interessantes aspetos ecológicos, ictiológicos, botânicos e, muito particularmente, ornitológicos.

O complexo dunar envolvente desempenha um importante papel de proteção destas lagoas, suportando uma flora e vegetação característica que se apresenta em bom estado de conservação, incluindo espécies endémicas consideradas vulneráveis.
A faixa marítima adjacente, além de um elevado valor ecológico, possui uma fragilidade e dinâmicas muito particulares, albergando comunidades faunísticas características, constituindo-se ainda como uma importante área de passagem de golfinhos e de aves.

Actualmente, esta área encontra-se sujeita a múltiplos factores de pressão sobre o meio natural, sob a forma da emissão de efluentes, caça, pesca, turismo e construção, que impõem medidas de conservação adequadas.

Sendo historicamente referenciada desde tempos remotos, primeiro como porto natural com barra aberta e posteriormente como lagoa, após a formação do cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico a lagoa de Santo André é Alimentada por seis ribeiras. Constituída por uma bacia central com uma superfície de cerca de 150 ha, pode atingir os 350 ha no inverno.

Reserva Natural do Estuário do Sado

Compreendendo uma área de 23.160 ha, a Reserva Natural do Estuário do Sado Cerca de 13.500 ha são de área estuarina e os restantes, cerca de 9.500, são constituídos por zonas húmidas marginais convertidas para a salinicultura, para piscicultura e para a orizicultura, também por áreas terrestres e por pequenos cursos permanentes de água doce.

Portal do Litoral Alentejano Reserva Natural do Estuário do Sado

Área protegida de uma riqueza enorme apresenta uma diversidade, que se estende da vegetação de água salgada que margina o estuário, o sapal, aos lodos que juntamente com a dinâmica das marés são abrigo das inúmeras espécies que aqui se encontram.

Área protegida de uma riqueza enorme apresenta uma diversidade, que se estende da vegetação de água salgada que margina o estuário, o sapal, aos lodos que juntamente com a dinâmica das marés são abrigo das inúmeras espécies que aqui se encontram.

Na Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) estão registadas 261 espécies de vertebrados, das quais 8 são anfíbios, 11 são répteis, 211 são aves e 31 são mamíferos. A RNES estende-se por uma

área de 23.160 ha, dos quais, cerca de 13.500 ha são de área estuarina e os restantes, cerca de 9.500, são constituídos por zonas húmidas marginais convertidas para a salinicultura, para piscicultura e para a rizicultura  por áreas terrestres e por pequenos cursos permanentes de água doce.