Odemira foi habitada desde tempos remotos desconhece-se contudo, a sua origem.
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Odemira foi habitada desde tempos remotos desconhece-se contudo, a sua origem. Vários foram os povos que se estabeleceram aqui , entre os quais romanos e árabes, que marcaram os usos e costumes das gentes da região. A reconquista de Odemira foi tardia, realizada, pensa-se, pelos frades guerreiros da Ordem de Santiago.Em 1238 todo o Alentejo, incluindo Odemira, estava nas mãos dos cristãos.Em 1245, D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, faz a doação do castelo de Odemira ao Bispo do Porto – D. Pedro Salvadores.Em 1256, D. Afonso III Passa a pertencer à coroa conseguindo foral em 28 de Março.

No reinado de D. Dinis, o senhorio de Odemira é doado a Manuel Pessanha

Situada como está, perto do limite do troço navegável do Mira, situa-se sobre o rio num local dominante. No reinado de D. Dinis, o senhorio de Odemira é doado a Manuel Pessanha (1319), um genovês que terá vindo ajudar a organizar a marinha portuguesa. Com D. Afonso IV, Odemira passa, por alguns anos, para a Ordem de Santiago, acabando por voltar à coroa em 1352. O foral estabelece o termo do concelho e retém uma certa continuidade em D. Pedro volta a entregar o castelo de Odemira à família Pessanha em 1357 .Já depois, em 1387, Lourenço Anes Fogaça recebe de D. João I a vila de Odemira. O último elemento desta família a deter o senhorio de Odemira foi João Fogaça, escudeiro da casa do Infante D. João.O primeiro Conde de Odemira foi D. Sancho de Noronha (1446), que obteve o título por carta passada por D. Afonso V.

No âmbito da reforma dos velhos forais, levada a cabo por D. Manuel, Odemira recebeu foral novo em 1510, nele se revela a importância do porto de mar, dos montados de gado e dos filões de metais existentes.O condado de Odemira extinguiu-se no séc.XVII (1661), tendo sido a Casa incorporada na de Cadaval.

No século XIX, o regime liberal reestrutura os limites do concelho, dando-lhe a sua configuração atual. O concelho abrange uma área extensa ao longo da costa e no seu interior uma vasta área de serras e campos com uma fauna e flora diversas; fazendo parte freguesias de outros concelhos, alguns deles extintos, como é o caso do de Colos e Vila Nova de Milfontes. 

Sendo em área o maior concelho do país, Odemira não poderia deixar de ser um Município de cores e contrastes diversos.Desde a planície,as serras e o mar, são também benefícios desta região o Rio Mira e a barragem de Santa Clara.

Além das suas dezasseis freguesias, possui uma zona costeira  de 55 Km totalmente integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina dos quais 12 são praias.São também de excepcional beleza terras como Vila Nova de Mil Fontes ou Zambujeira do Mar entre outras.

É com certeza um dos mais belos territórios da costa portuguesa.


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