Município de Grândola

Portal do Litoral Alentejano Grândola Vila Morena

O Município de Grândola, ficou após o 25 de Abril, conhecido por Vila Morena. Desde as suas vastas planícies de pinhal às dezenas de Kms de praias e empreendimentos, é sem dúvida um Concelho a visitar.

Grândola é sobretudo uma vila simpática, de carácter alentejano, e com uma disponibilidade imensa para acolher bem a quem aqui chega. Com uma costa imensa de belas praias, pode-se dizer possuir a maior praia do país pois o extenso areal de Melides até Troia é de uma beleza rara pela diversidade dos espaços que oferece.

Já na época Medieval e apesar de pouco se saber sobre isso, estava integrada na Ordem de Santiago tendo em 1492 cerca de 800 habitantes, sendo que só em 1544, D. João III lhe terá concedido a Carta de Foral deixando assim de estar dependente de Alcácer do Sal.

Com esta alteração Grândola terá passado a Vila ficando sob sua dependência as freguesias de Santa Margarida da Serra, Azinheira de Barros, e S. Mamede do Sadão. Tornando-se Comarca em 1890 o seu território foi alargado passando a integrar a freguesia de Melides ao qual pertenciam o Carvalhal e Tróia.

Quando foi a primeira ocupação humana na região não se sabe ao certo de qualquer modo vestígios encontrados remontam ao período do Bronze na região de Melides e do Megalítico no Lousal.

Com os Romanos foi principalmente Tróia a constituir-se como um dos maiores centros de salga de peixe. No entanto também junto da vila foram encontradas termas desse período bem como uma barragem.

Tendo a agricultura como principal atividade, existia de qualquer modo alguma atividade industrial como a da cortiça e também a exploração mineira como no Canal Caveira no fim do séc. XIX e no Lousal já em 1900, as quais contribuíram para um grande crescimento populacional e económico o qual se prolongou até meados do séc. XX.

Na história de Grândola, o século XX foi, sem dúvida, aquele em que se verificaram as mais significativas mudanças económicas, demográficas e sociais.

No Município de Grândola, ao nível da Agricultura, assistiu-se ao incremento da cultura de cereais, nomeadamente do trigo, fomentada pela política protecionista e ruralista do Estado Novo, que teve o seu auge durante a chamada Campanha do Trigo.

Nas várzeas de Melides e do Carvalhal, a cultura do arroz adquiriu crescente expressão. Beneficiando da construção da ferrovia do Vale do Sado, a indústria corticeira ganhou um novo impulso e surgiram dezenas de fábricas de diversa dimensão.