Monumento Megalítico da Pedra Branca

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Sepultura megalítica com câmara de planta poligonal, formada por sete esteios, e corredor desenvolvido, dividido em dois tramos.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto nº 29/90, D. R. n.º 163, de 17 de Julho.

No centro da câmara funerária foi detetado um pilar que suportaria parte do peso dos esteios de cobertura. O conjunto encontrava-se inserido numa colina tumular (tumulus) do qual restam poucos vestígios nas imediações. A escavação arqueológica permitiu identificar duas fases de utilização, em clara descontinuidade estratigráfica.

No mais antigo estrato de utilização, correspondente a um provável ossário, foram identificados restos ósseos pertencentes a cerca de seis dezenas de indivíduos. As duas datações obtidas pelo método do radiocarbono (C14), indicam uma larga diacronia de utilização entre 3500 e 2600 a.C. Entre o espólio identificado, destaca-se a presença de placas de xisto decoradas, vasos de cerâmica, pontas de seta e lâminas em sílex, machados e enxós de pedra polida e contas em xisto.

Na camada superior, foram identificadas duas sepulturas de época campaniforme (2200-2000 a.C.) associadas a recipientes de cerâmica campaniforme, alguns profusamente decorados, um braçal de arqueiro e pontas de seta em cobre.

Esta sepultura megalítica foi escavada em 1972 por elementos dos Serviços Geológicos de Portugal, coordenados por O. da Veiga Ferreira. Em 2011, no âmbito de uma candidatura a fundos comunitários, o Município de Grândola procedeu à requalificação deste monumento com a valorização dos acessos, construção de passadiços de madeira, instalação de proteção física e colocação de sinalética informativa.


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