Situadas no litoral dos concelhos de Santiago do Cacém e de Sines, a Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha

Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha

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Património Natural do Litoral Alentejano

Situadas no litoral dos concelhos de Santiago do Cacém e de Sines, a Reserva Natural da Lagoa de Santo André e da Sancha constitui um sistema lagunar costeiro de relevante importância biológica, incluindo interessantes aspectos ecológicos, ictiológicos, botânicos e, muito particularmente, ornitológicos.

O complexo dunar envolvente desempenha um importante papel de protecção destas lagoas, suportando uma flora e vegetação característica que se apresenta em bom estado de conservação, incluindo espécies endémicas consideradas vulneráveis.


A faixa marítima adjacente, além de um elevado valor ecológico, possui uma fragilidade e dinâmicas muito particulares, albergando comunidades faunísticas características, constituindo-se ainda como uma importante área de passagem de golfinhos e de aves.

A área em consideração, com um total de 5370 ha, estende-se ao longo de cerca de 15 km, desde o limite sul da povoação da lagoa de Santo André até ao limite norte da área ocupada pelo Complexo de Sines, abrangendo uma faixa terrestre de largura variável de 2 km a 3 km e uma faixa marítima de 1,5 km de largura.

A área em causa identifica-se com os pressupostos inerentes à classificação como reserva natural, previstos no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 19/93, de 23 de Janeiro, designadamente a protecção de habitats, da fauna e da flora, conduzindo à implementação de medidas que assegurem a manutenção das condições naturais indispensáveis à estabilidade ou à sobrevivência de espécies, grupos de espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente que dependam da intervenção do homem para a sua continuidade. 

Em meados do século XVIII os terrenos desocupados de água com a abertura da lagoa ao mar, eram aproveitados para várias culturas tais como trigo, feijão e linho.

Hoje a ligação com o mar é temporária e permite a limpeza dos sedimentos, renovação da sua de massa de água e a entrada de espécies piscícolas oriundas do Oceano.

Os limites da área foram definidos tendo como base as zonas húmidas e áreas alagadas correspondentes, bem como as zonas adjacentes responsáveis pela manutenção das lagoas e “poços”.

Actualmente, esta área encontra-se sujeita a múltiplos factores de pressão sobre o meio natural, sob a forma da emissão de efluentes, caça, pesca, turismo e construção, que impõem medidas de conservação adequadas.

Sendo historicamente referenciada desde tempos remotos, primeiro como porto natural com barra aberta e posteriormente como lagoa, após a formação do cordão dunar que a separa do Oceano Atlântico a lagoa de Santo André é Alimentada por seis ribeiras.Constituída por uma bacia central com uma superfície de cerca de 150 ha, pode atingir os 350 ha no inverno.

Por volta de 1855 chegam os pescadores de Ílhavo e respectivas famílias construíndo cabanas e armazéns de colmo e caniço devido à abundância de sardinha no mar (no verão) e outro peixe na Lagoa (no inverno) estabelecendo então duas companhas com lavradores da região e praticando a arte xávega. As enguias da Lagoa de Santo André são ainda hoje consideradas das melhores do país sendo com elas confeccionadas algumasdas especialidades locais,o ensopado e a caldeirada de enguias, orgulho da gastronomia local.

A Lagoa de Santo André constitui um ponto estratégico para a estadia, passagem e nidificação de muitas espécies de aves migratórias tendo sido declarada pela Comunidade Europeia como Zona de Protecção Especial para a avifauna e sítio RAMSAR sobre zonas húmidas de importância internacional, integrando também a Rede Natura 2000.

Devido à sua excepcional importância ornitológica, faunística e florística foi declarada pelo estado Português a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha pelo Decreto Regulamentar 10/2000 de 22 de Agosto.

Parques e Reservas

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