As Termas das Ruínas da Cidade de Miróbriga constituem, pela sua conservação, o mais importante balneário romano de Portugal

Termas das Ruínas da Cidade de Miróbriga

Monumentos no Litoral Alentejano

As Termas das Ruínas da Cidade de Miróbriga compreendem dois edifícios distintos, mas contíguos, as chamadas Termas Este e as Termas Oeste.

É mais normal estes edifícios encontrarem-se distribuídos pelo tecido urbano. A justaposição dos dois balneários mirobrigenses poderá explicar-se por razões de economia, visto que assim se reduziam os investimentos necessários à condução e escoamento das águas.

As Termas das Ruínas da Cidade de Miróbriga constituem, pela sua conservação, o mais importante balneário romano de Portugal;

O primeiro edifício data do século I d.C. e foi construído no período da renovação urbana da cidade. “O vestiário é uma divisão rectangular e comprida. Num dos topos tem uma construção circular, cujo destino não foi ainda suficientemente explicado.

As chamadas Termas Este e as Termas Oeste. “É mais normal estes edifícios encontrarem-se distribuídos pelo tecido urbano.

As Termas das Ruínas da Cidade de Miróbriga compreendem dois edifícios distintos, mas contíguos, o conjunto termal de Miróbriga.

A justaposição dos dois balneários mirobrigenses poderá explicar-se por razões de economia, visto que assim se reduziam os investimentos necessários à condução e escoamento das águas.

O primeiro edifício data do século I d.C. e foi construído no período da renovação urbana da cidade. “O vestiário é uma divisão rectangular e comprida. Num dos topos tem uma construção circular, cujo destino não foi ainda suficientemente explicado.

Uma passagem no topo do vestiário dá acesso ao frigidário. O tepidário é uma sala absidiada na cabeceira. O caldário é rematado também por duas absides, de raios desiguais. A interpretação integral e correcta deste edifício, que sofreu transformações ao longo da sua existência, está por fazer…” (Jorge Alarcão).

O possível crescimento da cidade no século II d.C., terá tornado as termas desadequadas, tendo sido construídas umas segundas termas.

Estas constituem, pela sua conservação, o mais importante balneário romano de Portugal; têm hipocaustos completos, pavimentos quase completos, banheiras ainda forradas, muros nalguns casos tão altos que ainda se lhe reconhecem as janelas.

A entrada prolongava-se a nascente por um corredor em L que conduzia às latrinas.

Dessa entrada passava-se a uma espaçosa sala com uma abside, ocupada talvez por estátua; era frequente haver nas termas culto à Fortuna Balnearis, cuja representação podia alojar-se na abside. Duas divisões, uma rectangular e outra quadrada, que abriam para esta ampla sala, funcionavam talvez como alojamento do guarda do vestiário.

O frigidarium tinha duas banheiras de diferentes dimensões, uma em cada topo. A parte aquecida das termas é constituída por quatro divisões; uma delas, com duas banheiras, é nitidamente um caldarium; outra funcionava como tepidarium; é mais incerto o destino das restantes duas salas.” (Jorge Alarcão).

Nas termas oeste, para além do sistema subterrâneo de circulação do ar quente (hipocausto) pode-se observar ainda as paredes duplas de circulação de ar quente.


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