A cidade de Santiago do Cacém, testamento histórico notável geografia e beleza natural apraz demorar

Santiago do Cacém

Da colina mais alta, o castelo espreita o mar e o casario que escorre pela encosta, se estende pelos vales e cresce agora ao encontro de Miróbriga legado Romano impar.

Santiago do Cacém - High Point of View

A cidade de Santiago do Cacém, senhora de um testamento histórico notável, é com certeza pela sua geografia e beleza natural, um lugar onde nos apraz demorar pois estamos tão perto do mar como da planicie alentejana, tão perto do passado com os seus costumes, como do olhar tranquilo para o futuro.

Com um posicionamento geográfico excelente, desde muito cedo o Homem procurou esta região para se estabelecer. As escavações efectuadas no Castelo Velho onde se situam as Cidade Romana de Miróbriga provam que a região foi habitada desde a pré-história.

Mais tarde foram os Celtas que já teriam um povoado fortificado sendo que nos Séc III e II a.C já existiriam inclusive relações com outros povos peninsulares nomeadamente a Sul. Foi no entanto com os Romanos que o povoado de origem Pré-Celtica, conheceu uma vida nova, tornando-se inclusive a principal cidade Romana da costa ocidental a sul do Tejo, possuindo um Fórum com o seu templo, umas imponentes termas ou balneários; e a cerca de 1 km o único hipódromo romano conhecido em Portugal.

As escavações efectuadas no Castelo Velho onde se situam as Cidade Romana de Miróbriga
As escavações efectuadas no Castelo Velho onde se situam as Cidade Romana de Miróbriga

Terá sido por volta de 712 e já depois do declínio de Miróbriga que chegam os Mouros edificando o castelo na colina defronte, pensando-se que o nome Kassem estará ligado ao alcaide Mouro. A iponente vista que vai até é o Atlântico, a Arrábida e o Espichel foi ocupada pelos Mouros até ao séc XII altura em que com a conquista, muitas batalhas se travaram até que finalmente em 1217 voltou definitivamente à posse dos cristãos, tendo D. Afonso II confirmado a doação de seu pai à Ordem dos Espatários.

Entre 1315 e 1336, o Castelo pertenceu à princesa D. Vetácia, aia e amiga da Rainha Santa Isabel, tendo regressado à Ordem de Santiago, após a morte da sua proprietária, até que em 1594, foi doada por Filipe II aos Duques de Aveiro.

Santiago do Cacém tornou-se sede de concelho em 1512, data em que lhe foi concedida por D. Manuel I a carta de foral. Em 1594, a vila e o castelo foram doados por D. Filipe II aos Duques de Aveiro. Em 1759, passou a pertencer à Coroa e, em 1832, definitivamente ao Estado. Do concelho fizeram parte as freguesias de Santa Catarina do Vale, Melides, Vila Nova de Milfontes e a actual cidade de Sines, autónoma a partir de 1834. Actualmente tem 8 freguesias, incluindo a histórica vila de Alvalade, detentora de foral manuelino.

No séc. XIX, no tempo dos morgadios, Santiago do Cacém era uma pequena corte, onde os senhores da terra praticavam o luxo e a ostentação. As opulentas casas dos condes do Bracial, de La Cerda, de Beja, do capitão-mor, dos condes de Avillez, Fonseca Achaiolli e outras dominavam a vila e outras terras alentejanas.

A cidade de Santiago do Cacém, senhora de um testamento histórico notável é com certeza pela sua geografia e beleza natural, um lugar onde nos apraz demorar

Depois da notável expansão urbana que apresentou no séc. XVIII, o concelho afirmou-se destacadamente na região durante as invasões francesas, discordando das juntas de Beja e Faro e procurando concentrar na zona de Melides/Comporta/Alcácer, considerada o ponto estratégico de defesa do Alentejo, o maior número possível de homens armados.

Neste período de desenvolvimento económico, a par de técnicas inovadoras de exploração agro-pecuária (cereais, frutas e cortiça, fundamentalmente, e gado cavalar, muar, asinino, bovino, ovino, caprino, suíno), desenvolveu-se também a indústria e o comércio (cortiça, serralharia, moagem, etc.). Após 40 anos de estagnação, o concelho conheceu na década de 70 uma nova fase de expansão urbana, a maior de sempre, mas agora planeada e ordenada.

Santiago do Cacem terá nascido no castelo na colina defronte, a Mirobriga pensando-se que o nome Kassem estará ligado ao alcaide Mouro.

Os seguintes factos traduzem não só a riqueza dos Senhores, como o guindar da vida florescente e pitoresca da primeira metade do século XX aos destaques do país:- Em 1895 chega a Portugal o primeiro automóvel.

É propriedade do Conde de Avilez, de Santiago do Cacém; – O primeiro Rolls Royce que veio para Portugal, veio também para Santiago do Cacém, propriedade de José Sande Champalimaud; – O registo n.º 1 para automóveis, passado pelo Ministério das Obras Públicas em 1904 virá para Santiago do Cacém, em nome de Augusto Teixeira de Aragão.

Fonte: CM Santiago do Cacém

Onde ficar em Santiago do Cacém

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